BEST OF 2020 – Ficção Internacional

Ficção é o género literário que mais consumo e de que mais gosto. Este ano tive a sorte de encontrar diversos novos favoritos, e foi muito difícil seleccionar apenas três para apresentar como os meus favoritos. Por isso mesmo, acrescentei no final uma pequena lista de menções honrosas que poderiam de boa consciência integrar qualquer lista de BEST do ano.

E agora, sem mais demoras, fiquem com os meus três livros de ficção internacional favoritos de 2020.

1º – Where the Crawdads Sing

Autor: Delia Owens
Lido: Outubro 2020

A História de Kya, a rapariga do pântano, abandonada pela família e sem acesso a educação formal. Este livro é uma história de resiliência, amor pela natureza e humanidade. Uma narrativa apaixonante com personagens cativantes que desafia as normas do que é viver em sociedade e reflete as fragilidades de um sistema judicial incapaz de ser. A nível descritivo é um dos livros mais bonitos que já li, e dei por mim genuína e emocionalmente investida nas personagens e no que lhes acontecia.

“How much do you trade to defeat loneliness?”

2º – Midnight Library

Autor: Matt Haig
Lido: Dezembro 2020

Matt Haig é um dos meus autores favoritos, e este era um dos meus livros mais aguardados do ano. Conta-nos a história de Nora, 35 anos, que por uma combinação de circunstâncias decide pôr fim à sua vida. É então transportada para uma biblioteca com todas as vidas paralelas que poderia ter vivido se certas escolhas tivessem sido diferentes – Nora tem agora a possibilidade todos os Universos em que também existe, e descobrir a vida que realmente quer viver.

A person was like a city. You couldn’t let a few less desirable parts put you off the whole. There may be bits you don’t like, a few dodgy side streets and suburbs, but the good stuff makes it worth-while.

3º – Girl, Woman, Other

Autor: Bernardine Evaristo
Lido: Novembro 2020

Girl, Woman, Other segue a história de 12 mulheres diferentes, britânicas e maioritariamente negras, cujas narrativas se interligam de alguma forma. Escrito de forma livre, quase sem pontuação ou marcas de diálogo, apresenta-nos testemunhos de feminidade, relações, temas queer, racismo e preconceito no geral, família, amizade, entre outros. As personagens estão tão bem construídas que é fácil esquecer que não existem. Um dos livros mais poderosos que já li!

“this is not about feeling something or about speaking words

this is about being

together.”

Menções Honrosas

  • Big Little Lies, Liane Moriarty
  • Eleanor Oliphant is Completely Fine, Gail Honeyman
  • O Leitor do Comboio, Jean-Paul Didelaurent

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *